30 de ago. de 2009

UNIVERSO AUDIOVISUAL

Saber como funciona os procedimentos da produção, captação, animação, direção de arte e finalização, mesmo o profissional sendo especialista em uma única área, resulta em ter consciência do universo audiovisual. Dito isto, o vídeo como um todo não são partes isoladas exigem acima de tudo o conhecimento preciso das etapas. Por isso quem produz determinado trabalho sabe até quando pode colaborar e qual o seu limite juntamente com a equipe.

Nem sempre existe a necessidade de ter tudo envolvido no vídeo; na produção de um documentário, por exemplo, é dispensável haver diretor de arte. Querer envolver todas as áreas para dizer que estava presente é coisa de algumas cabeças.

É importante ressaltar que mesmo a pessoa sendo especialista na sua função ela pode buscar o aprimoramento e se aprofundar. Existem mercados de trabalho que exigem o conhecimento de uma porrada de software para um único profissional, ou até mesmo invadindo outras áreas totalmente diferentes do seu interesse. Isso pode significar exploração e barateamento dos custos a ser pago pela empresa. A flexibilidade só deveria existir para o horário na prestação de serviço, mas não na função a ser exercida.

O cinema é singular, com muitos significados, desde os princípios estéticos até técnicos. Deve-se ter em mente: o que se quer mostrar? o que vai falar? quais os interesses políticos, econômicos e culturais? como transmitir as sensações por meio das imagens para a criação de uma identidade visual e sonora? e quais as nossas escolhas para os elementos na composição de uma cena? como textura, cor e linhas interferem na linguagem? equilíbrio, direcionamento do olhar e profundidade?

Corte e ritmo na construção de um objeto. Nesse sentido as sequências dos planos causam confronto de idéias em justa posição. Em Odisséia no Espaço, por exemplo, o macaco joga um osso para cima na transição o corte seco vai para satélite flutuando. A associação remete o avanço pré-histórico para modernismo na questão de tecnologia.

Na edição, o americano Griffith foi uma figura importante para o cinema no século XIX, pois buscou experimentos com novos planos clouse-up, plano geral e inserts a fim de provocar a dramaticidade e consequentemente haver boa montagem na construção de narrativa. Intensidade e tensão. O que dialoga com a época industrial.

Vertov fez o filme O homem com uma câmera, acreditava que o documentado deveria ser fiel á realidade, mas brincava com a idéia de ilusão ao mesmo tempo. Assim estimulava o seu público realizar a revolução; o momento era Segunda Guerra Mundial.

Essas figuras nos mostram que fazer cinema e vídeo, independente do estilo e dos interesses corporativos; existem anseios e conteúdo forte. A captação, animação, direção de arte e finalização não são mero procedimento, mas ferramentas capazes de formar opinião, formular juízos e mostrar visão de mundo.
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15 de ago. de 2009

RELEITURA DO FILME O BANDIDO DA LUZ VERMELHA

O exercício contribui para observação de um pequeno recorte da produção do filme O Bandido da Luz Vermelha com um olhar mais afinado em técnica e abrangendo a linguagem audiovisual. Dessa maneira possibilita válvulas para a criação por meio da reprodução.

É desse modo que se deve assistir várias produções de publicidade, filmes de outras épocas, novelas, vinhetas, programas televisivos em geral; com um olhar treinado. Não sendo apenas espectador.

A equipe de computação gráfica do Instituto Criar 2009 (turma VI) são pessoas que conseguem chegar com facilidade em um consenso; possuem ousadia, criatividade, respeito na opinião. Todos colaboram de alguma maneira. O que são pontos positivos no processo do trabalho que vamos conviver durante um ano.

Em termos técnicos; quando existe a gravação linear em que as sequências são gravadas já de modo roterizado, decupado (minutado). É uma forma de pensar que devemos ser minunciosos nas gravações e não deixar tudo para ser resolvido na ilha de edição. Se não coitado do editor!